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Malthus Fonseca Galvão ESTIMATIVA DA IDADE PELOS DENTES ATRAVÉS DE SISTEMA COMPUTADORIZADO INTEGRADO
PIRACICABA 1999 À mãe, Célida Fonseca Galvão Ao Pai, Agostinho Rodrigues Galvão À esposa, Letícia Oba Galvão Ao filho, Matheus Oba Galvão
Ao sogro, Mário Oba À sogra, Sachie Oba Por motivos transcendentes ao óbvio. . . AGRADECIMENTOS
Ao orientador Prof. Dr. Roberto José Gonçalves, pela paciência acima do justo e ciência na medida exata. Ao Prof. Dr. Eduardo Daruge, Coordenador do Curso de Pós - Graduação em Odontologia Legal e Deontologia, eterno amigo e exímio professor, pela acolhida, confiança e estímulo oferecidos a este projeto. Ao Dr. José Eduardo da Silva Reis, fundador do Laboratório de Antropologia Forense do IML-DF, por ter me despertado para a Odontologia Legal e me dado a mão, desde meus primeiros passos, até a concretização deste sonho.
Aos demais colegas do Laboratório de Antropologia Forense, Dr. Aluisio Trindade, Dr. Ricardo César Frade Nogueira e Venilton de Siqueira, pelo estímulo e auxílio a este trabalho, testando o sistema em casos reais e oferecendo sugestões. Ao Prof. Dr. Apparecido dos Santos, presidente da UNIPLAC, por ter se empenhando na criação do Núcleo de Odontologia Legal da FOPLAC e por ter disponibilizado os recursos do laboratório de informática da UNIPLAC, para ensaios deste projeto com os alunos. Ao Prof. Dr. Diaulas Costa Ribeiro, professor titular de Direito Penal da Universidade Católica de Brasília e Promotor de Justiça Criminal, fundador da PRÓ-VIDA, por ter sempre transmitido a confiança na vitória deste e de outros projetos. Ao Prof. Dr. Orlando Ayrton de Toledo, Prof. Titular de Odontopediatria da UnB e Presidente do CRO/DF, por continuar a ser "meu eterno professor". Aos que, além dos citados, com presteza, há dois anos, me apresentaram a este curso: Prof. Dr. Carlo Zanetti Goretti (Prof. de Odontologia Social Coletiva da UnB e Criador do Núcleo de Informática da UnB); Prof. Dr. Alexandre Cavalcanti (Chefe do Núcleo de Ensino e Pesquisa do IML-DF) e Dr. José Ribamar Machado Filho (Presidente da Sociedade Brasiliense de Medicina Legal). A todos os meus queridos alunos e afilhados da Graduação e Pós - Graduação da FOPLAC/UNIPLAC, pela paciência na adequação dos horários, para possibilitar a finalização desta dissertação e ensaios do sistema, representados pelo incansável monitor e discípulo Gilberto Paiva. À Faculdade de Odontologia de Piracicaba, da Universidade Estadual de Campinas, Instituição e Pessoas, que me acolheram. À Coordenação de Pós - Graduação da Faculdade de Odontologia de Piracicaba, sob a batuta da Profa. Altair Antoninha Del Bel Cury. A todos os professores da FOP, pelos conhecimentos transmitidos. A todos os funcionários da FOP, especialmente Dinoly Albuquerque Lima e Célia Regina Manesco, por terem sido mais que mães. À bibliotecária Heloísa Maria Ceccotti, pelo alegre e prestativo auxílio na elaboração deste trabalho. Ao colega Francisquini, por ter sido, sempre, imprescindível e impecável ao mestrado e doutorado. Aos professores e colegas da FOP: Bia; Casimiro; Cléa; Dagmar; Daruginho; Fábio; Galvão; Jacaré; Massini; Pereira; Radichi; Renato e Zimmerman, representando os demais. A você leitor, razão deste trabalho.
Sumário
Lista de siglas
(NR: Clique em cada figura abaixo para ampliá-la ou clique aqui para ampliar todas as figuras) A odontologia é a área do conhecimento mais importante na estimativa da idade humana, pela menor variabilidade na cronologia de eventos e maior perenidade de características. Existem diversas tabelas e equações para a cronologia dos eventos dentários fisiológicos, sendo importante, do ponto de vista pericial, uma análise o mais global possível. A aplicação manual de todas as tabelas e a comparação entre as mesmas, constitui tarefa dispendiosa e passível de erros. Visando a dinamizar esta tarefa, garantir confiabilidade aos seus resultados, foi construído um sistema computadorizado, utilizando-se, principalmente, o programa de computador "Microsoft Visual Basic 6.0", criando-se formulários eletrônicos para cada caracter: mineralização, erupção e alterações regressivas, incluindo representações gráficas. Todos os registros foram acoplados a um banco de dados modelado em "Microsoft Access 97". A partir de uma idade determinada, foi possível estimar os estágios dentários de mineralização, os estados eruptivos e as alterações regressivas. Conhecendo-se os caracteres, foi possível estimar a idade. Os cálculos foram instantâneos, possibilitando uma análise completa e com uma probabilidade de erro de processamento igual a zero, tendo o sistema aplicações práticas pericial e didática imediatas. Abstracts Dentistry is the most important part of the wisdom to the knowledge to estimate the human age, because it presents the minor variability and major perenniallyty of its variables. There are a lot of tables and equations to the chronology of physiological dental events, being important in the pericial view a global analisys of them. The manual application of every tables and equations is a waste of work, that can bring errors. A computer system was constructed using, mainly the computer program "Microsoft Visual Basic 6.0", with electronic forms for each character: mineralization, eruption and regressive alterations, including graphical representations. All the data was saved in a data bank constructed with "Microsoft Access 97". Using as a basis from a determinate age it was possible to estimate the mineralization, eruption and regressive alterations states, and the inverse as well. The calculation was fast, almost immediate and a complete analysis with an error probability of process equal zero, and the system presents practical, teach and research immediate applications. A odontologia é a área do conhecimento mais importante na estimativa da idade humana, pois os dentes apresentam menor variabilidade na cronologia de eventos e maior perenidade de suas características. As transformações experimentadas pelos tecidos dentários sofrem pequena influência de fatores externos, comparada com outros parâmetros e, por serem os tecidos mais mineralizados, resistem melhor a inumações, carbonizações, imersões e outras intempéries. Existem diversas tabelas para a cronologia dos eventos dentários fisiológicos, sendo importante, do ponto de vista pericial, uma análise globalizada. As influências externas, apesar de pequenas na cronologia dentária, devem ser levadas em consideração, sendo que algumas variáveis ambientais, como a climática, concentração de flúor na água são de distribuição tipicamente geográfica, e outras, como alimentação também podem estar relacionas aos costumes locais, ou também ao grupo étnico, outro fator importante. Quando uma ossada é encontrada, geralmente todas estas variáveis, que influenciam a cronologia dentária, são desconhecidas, obrigando a utilização de todas as tabelas e equações disponíveis, ainda que, probabilisticamente, pouco prováveis, já que em odontologia legal, a exceção pode ter tanto ou maior valor quanto a regra. Vejamos a opinião do Professor Doutor Eduardo Daruge, acerca da estimativa da idade: "Estimar idade, na minha opinião, é a coisa mais difícil e, aqui vai uma mensagem: todos nós precisamos continuar pesquisando sobre estimativa da idade, porque se você aplica uma tabela lá do Sul, lá no Norte, não funciona. Não é só tabela estrangeira em relação à tabela brasileira, os fatores variáveis são enormes, como já disse o prof. Galvão. É um problema que nós, lá no setor pericial, temos tido assim, de uma forma extremamente heterogênea, então eu gostaria aqui, mais uma vez de parabenizá-los." A estimativa da idade no vivo, no cadáver ou no esqueleto, depende da fase em que se encontra o "material" a ser examinado, com implicações cíveis e criminais e vai se tornando cada vez mais difícil, à medida que a idade cronológica vai aumentando. Em alguns casos periciais, a idade é conhecida, presumida ou alegada previamente ao exame. Em desastres aéreos, geralmente tem-se listas de pessoas a serem confrontadas com os corpos em correspondência quase sempre biunívica, exceto quando ocorrem em regiões habitadas, acrescentando-se as eventuais vítimas que não estavam nas aeronaves e conseqüentemente nas listas, que são passíveis de erro, quantitativa ou qualitativamente. As informações sobre as eventuais vítimas em terra, são ainda mais duvidosas. Em outros casos, a idade é uma incógnita completa, como em uma ossada encontrada sem informações circunstanciais, onde a idade será estimada a partir das características dos diversos fenômenos dependentes da idade. Mas, para a identificação, é necessário um suspeito, com idade conhecida, presumida ou alegada. No caso de um acidente aéreo de grandes proporções, haveria a necessidade da utilização do maior número de tabelas possível, para evitar erros durante as confrontações entre vítimas e desaparecidos. A aplicação manual de todas as tabelas e equações existentes e a comparação entre as mesmas constitui tarefa dispendiosa, passível de erros e praticamente inexeqüível, resultando a necessidade de uma automação computadorizada. A aplicação de rotinas minimiza os erros humanos e a computação é a ferramenta que as torna complexas em sua essência, com simplicidade e rapidez em sua aplicação. 2 - Objetivo Desenvolver um sistema computadorizado gráfico integrado capaz de estimar a idade, a partir de características dentárias e também capaz de prever estas características a partir de uma idade inferida, armazenando, analisando e comparando os resultados, com aplicação pericial, didática e em pesquisa. 3 - Revista da Literatura BOAS (1927) encontrou um retardo na erupção de dentes decíduos em crianças de origem hebraica, em uma instituição de Nova York, comparativamente a dados de crianças americanas. BRAUER; BAHADOR (1942) concluíram que não havia diferença apreciável nos períodos de calcificação e erupção entre crianças diabéticas, portadoras de sífilis congênitas, portadoras de doenças gerais e crianças normais. GARN et al. (1958) observaram que, em geral, nas meninas, os dentes permanentes irrompiam mais cedo que nos meninos, mas o tempo de calcificação era o mesmo, para ambos os sexos. NOLLA (1960) concluiu que as meninas começaram o desenvolvimento dentário em idade mais precoce e terminaram o desenvolvimento mais cedo; poucas diferenças no desenvolvimento foram mostradas entre dentes homólogos da mesma pessoa; que, na média, as diferenças na seqüência geral de desenvolvimento não foram apreciáveis entre os sexos. ADLER (1963) verificou que a seqüência de erupção de dentes permanentes era influenciada por extrações dos dentes decíduos e sugeriu a participação de um componente genético. BURSTONE (1963) relata que a correlação entre a idade dentária e a esquelética é muito baixa, sendo então a idade dentária um guia clinicamente inadequado para a verificação do nível de desenvolvimento esquelético ou da quantidade de maturação da criança. ABRAMOWICZ (1964) estudou a cronologia da erupção de dentes permanentes em 1538 crianças judias do grupo étnico Ashkenazim, de ambos os sexos, de nível sócio-econômico elevado, de escolas particulares, da cidade de são Paulo. Concluiu que havia um ligeira precocidade na erupção de dentes permanentes nas meninas, em relação aos meninos, que e não havia diferença na erupção entre os lados direito e esquerdo em ambos os maxilares; e que havia precocidade de erupção na mandíbula, em relação a maxilar. ADORNI et al. (1965) realizaram uma investigação estatística em 5133 crianças de uma escola de Florença, de ambos os sexos, pesquisando cronologia e seqüência de erupção. Verificaram que as meninas tiveram erupção mais precoce que os meninos. GARN et al. (1965) relacionaram o tamanho do dente, padrão de calcificação e época de movimentação, num estudo longitudinal e com padrão familiar, em 474 meninos e 385 meninas, brancos, de Ohio, com idades entre 2 e 15 anos, descendentes de europeus. Concluíram que havia uma herança ligada ao cromossomo X; que o estado nutricional esteve relacionado ao tempo de formação dental, de forma discreta, na população estudada; GARN; ROHMANN (1966) verificaram que, tanto o desenvolvimento esqueletal quanto o dental representavam a interação entre estado nutricional e genética. Observaram que o fator genético foi o mais importante; que o estado nutricional só alterava a erupção dental quando era extremo; as meninas tinham erupção mais precoce; que a perda prematura de molares decíduos podia resultar em precocidade da erupção dos sucessores permanentes. BAILIT et al. (1968) relacionaram fatores pré e pós-natais e sua influência na erupção de dentes decíduos, numa amostra de 3066 crianças de Nagasaki. Verificaram que o baixo peso ao nascer predispunha a erupção tardia. SOUZA FREITAS et al. (1969) realizaram um estudo radiográfico em 300 crianças de ambos os sexos, com 36 a 144 meses de idade, verificando as diferenças entre os sexos na calcificação do primeiro molar permanente. Concluíram que as meninas tendiam a ser precoces sobre os meninos, não apenas na erupção dental, mas também em sua calcificação. DEMIRJIAN et al. (1973) desenvolveram um método para a estimativa da idade dental, através de radiografias panorâmicas em 1446 meninos e 1482 meninos franco-canadenses. Os estágios de formação dental segundo DEMIRJIAN et al. são: Estágio A Início da mineralização das cúspides isoladas; Estágio B Fusão das cúspides; Estágio C Início da deposição de dentina; Estágio D Coroa completa em direção à junção cemento-esmalte; Estágio E Comprimento da raiz menor do que a altura da coroa; Estágio F - Comprimento da raiz igual ou maior do que a altura da coroa; Estágio G Paredes do canal radicular paralelas, e ainda parcialmente aberta; Estágio H O forame apical completo. AMMON (1975) estudou a cronologia eruptiva dos dentes permanentes em 2101 crianças (1034 meninos e 1067 meninas), escolares leucodermas, de 4 a 14 anos, em Florianópolis-SC. Concluiu que havia uma precocidade na erupção dos dentes permanentes no sexo feminino e que os dentes do arco inferior irrompiam antes que os do arco superior. ANDERSON et al. (1975) estudaram 232 crianças entre 4 e 14 anos de idade, 111 meninas e 121 meninos. Verificaram que o desenvolvimento dental se relacionava mais fortemente com o desenvolvimento físico do que com o desenvolvimento esqueletal em ambos os sexos. AGUIRRE; ROSA (1980) observaram que os fatores genéticos e ambientais influenciaram na erupção dental, mas discutiram a influência de raça, sexo, nível sócio-econômico, nutrição, peso, estatura, maturidade esqueletal e urbanização, neste processo. Citaram que prematuridade, baixo peso ao nascer e enfermidades poderiam causar um retardo na erupção dentária decídua. CHELOTTI (1980) examinou 232 crianças caucasóides, da faixa etária de 4 a 9 anos, de ambos os sexos, da cidade de São Paulo, para estabelecer a cronologia e seqüência de erupção dos primeiros molares permanentes. Concluiu que os dentes inferiores irrompiam mais precocemente que os superiores; que nas meninas, a erupção foi mais precoce que nos meninos e que não houve diferenças significativas entre os lados direito e esquerdo nos dois maxilares. Além da precocidade, as meninas também apresentaram maior velocidade de erupção, que era maior para a mandíbula. AZEVEDO (1986) pesquisou o grau de desenvolvimento dos dentes permanentes superiores e inferiores, em 240 crianças de ambos os sexos, na faixa etária de 7 a 14 anos, de nível sócio-econômico baixo, de escolas públicas da zona urbana de Teresina-PI, através de radiografias panorâmicas. Concluiu que os dentes permanentes das crianças integrantes da amostra apresentavam-se, de um modo geral, em atraso no estágio de desenvolvimento médio, quando comparadas com estudos realizados no sul do Brasil; que havia uma precocidade nos estágios de desenvolvimento dentário no sexo feminino, quando comparado ao sexo masculino, com exceção da faixa etária de 7 anos. ARBENZ (1988) elaborou uma tabela, onde efetua a estimativa da idade em meses completos por pontos e por intervalos (limites de confiança de 80% e 95%), em função do número de dentes permanentes irrompidos, diferenciando o sexo. ARBENZ recomenda a utilização da tabela de ERNESTINO para erupção. MORAES (1990), examinando 222 crianças de ambos os sexos, com idade variando entre 3 e 13 anos, concluiu que as características dentárias constituem o melhor e mais fiel método para a estimativa da idade cronológica, seguidas pelas características ósseas do punho. O peso e altura foram considerados inadequados à estimativa da idade. CAMARGO (1994) defendeu tese de Mestrado sobre estimativa da idade, após os 15 anos, utilizando-se das medidas da câmara pulpar e do canal radicular de dentes humanos, através de radiografias padronizadas. Utilizou 61 dentes humanos, incisivos centrais e caninos. SALIBA (1994) considerou onze estágios de mineralização e concluiu que não havia diferença significativa entre os lados esquerdo e direito. Sugeriu equações, individuais a cada dente e sexo, para a estimativa da idade. MALTHUS (1999) apresentou um sistema computadorizado para identificação humana por caracteres antropológicos, desenvolvido com o programa Microsoft ACCESS, calculando probabilidades de confrontação positiva, entre duas bases de dados: desaparecidos e ossadas. 4 - Materiais e Métodos
A descrição da metodologia deste trabalho, por sua natureza, se confunde, em algumas partes, com resultados, sendo neste título descritas. Foi utilizado um microcomputador portátil "Compaq Presário 1688", com freqüência interna de processador em 400 MHZ, arquitetura "AMD K6 II", memória de acesso randômico de 64 Mb, memória de disco rígido de 4,9 Gb, tela de matriz ativa de 13.1', resolução de 1024x768 "pixels", profundidade de cor de 32bites "true color", periféricos "Floppy Disk 1,38Mb", "Super disk 100Mb", "CDR drive 24x 650 Mb", "CDR Writter HP 8100" e "Zip Iômega disk 98Mb". Foi utilizado o sistema operacional "Microsoft Windows 98", e os aplicativos "Microsoft Visual Basic 6.0", "Microsoft Access 97", "Microsoft Excell 97", "Microsoft PhotoEditor", "Corel Photopaint 8.0" e Corel Draw 8.0". Todos estes nomes de programas citados são marcas registradas dos respectivos fabricantes. As tabelas e equações foram codificadas, utilizando-se linguagem de programação voltada ao objeto "Microsoft Visual Basic 6.0", criando-se interfaces gráficas interativas e amigáveis, com instruções na tela, voltadas ao usuário com mínimos conhecimentos de ambiente operacional iconográfico. Criou-se formulários eletrônicos para cada caracter: mineralização, erupção e alterações regressivas. Paralelamente, foram criados formulários avançados com representação gráfica das peculiaridades de cada tabela ou equação. Todos os registros foram acoplados a um banco de dados modelado em Microsoft Access 97. Foram utilizadas as tabelas de NICODEMOS MORAES e MÉDICE e equações de SALIBA, para mineralização dos dentes permanentes, tabelas de ERNESTINO, LOGAN, AREY, ABRAMOVICZ, DE GARN e ARBENZ para erupção dentária permanente e decídua, equação de GUSTAFSON e equações de CAMARGO para alterações dentárias regressivas. O conhecimento acerca da cronologia dos fenômenos fisiológicos e suas variações permitem, com certo grau de precisão, duas afirmações baseadas em observações e estudos: A partir de uma idade conhecida, pode-se prever, de acordo com as tabelas e equações, as diversas características prováveis para cada um dos fenômenos fisiológicos dentários. A partir do conhecimento das características de cada um dos fenômenos fisiológicos dentários, pode-se estimar a idade provável do indivíduo. O funcionamento do sistema computadorizado, SISCRO, em termos de programação, foi checado, inferindo-se dados peculiares, consistindo em progressões aritméticas simples, para facilidade de validação dos resultados. 5 - Resultados 5.1 - SISCRO 5.1.1 - Idade estimada - Id. Est. Intervalo de idade que o SISCRO retorna para determinado conjunto de estágios de mineralização, de erupção ou de alterações regressivas conhecidas. O usuário informa o estado eruptivo de cada elemento dentário, clicando diretamente em sua imagem, e definindo se o mesmo será incluído nos cálculos. A Id.Est. pode ser calculada simultaneamente por seis tabelas, resultando numérica e graficamente em valores mínimos e máximos de cada uma, a interseção e união de seus intervalos e a média dos mínimos e dos máximos e seus respectivos desvios-padrão. No caso da mineralização, o SISCRO retorna para cada elemento dentário, gráfica e numericamente, o E.M. e o respectivo In.E.M., além de suas interseções. O estudo das alterações regressivas, segundo equação preconizada por GUSTAFSON, retorna idades fracionárias, à razão de 4,56 , a partir de 11,43. Este resultado pontual pode ser automaticamente representado por um intervalo de idade, com a utilização de um desvio, que pode ser inferido entre 0 a 10 anos, tendo como unidade 0,01 anos. O cálculo da idade pela área da câmara pulpar retorna um valor fracionário em anos, em função dos coeficientes das equações. 5.1.2 - Idade inferida - Id.Inf.Idade que se oferece ao SISCRO, para que o mesmo retorne os estágios dentários de mineralização, eruptiva e das alterações regressivas. Situações em que sabemos a idade do indivíduo e seja necessário supor suas condições dentárias. Para os fenômenos de mineralização e eruptivos, a idade inferida foi considerada como variável discreta, tendo um mês como unidade. Foi representada graficamente de 0 a 250 meses, para os fenômenos da mineralização e de 0 a 360 meses, para os fenômenos eruptivos. O estudo das alterações regressivas, segundo equação preconizada por GUSTAFSON, permite idades fracionárias, em uma progressão aritmética com razão 4,56, seu coeficiente angular, a partir de 11,43, seu coeficiente linear. 5.1.3 - Banco de dados A base de dados é constituída de sete tabelas básicas, acessíveis pelo SISCRO ou pelo programa "Microsoft Access 97". Tabela 1 - Tabelas do SISCRO
O arquivo do banco de dados é externo ao aplicativo, fica disponível no endereço [c:\malthus\dados.mdb] nos microcomputadores com o SISCRO instalado, possui formato "Microsoft Access 97". Outra poderosa ferramenta é o programa de computador "Microsoft Excel". Os dados gerados pelo SISCRO podem ser exportados para diversos formatos, próprios de diversos outros programas que gerenciam bases de dados, utilizando-se o comando "exportar" do ACCESS, associado ao do EXCELL. Pode-se compilar arquivos nos seguintes formatos:
Quadro 1 - Formatos de arquivo para os quais se exporta 5.2 - Mineralização Dentária - N.M.M. 5.2.1 - Estágios de Mineralização - E.M. O SISCRO utiliza os E.M. definidos por NICODEMOS MORAES e MÉDICE - N.M.M.. A mineralização das raízes dentárias foi representada graficamente em nove estágios bem definidos, numerados de zero a oito, pois o primeiro estágio - E.M.=0 - corresponde à ausência de evidências de mineralização. O SISCRO permite também a utilização de equações e, neste caso, o número de estágios pode ser definido pelo usuário.
Os E.M. dos diversos dentes ocorrem de forma assíncrona, havendo uma relativa coincidência entre os lados direito e esquerdo. Cada grupo de dois dentes foi representado por uma barra de rolagem com nove posições, de 0 a 8, com a qual é possível inferir, aleatoriamente, E.M. a grupos de dentes. Quando selecionado um E.M. para determinado grupo de dentes, o número e o In.E.M. respectivos são exibidos numericamente nas colunas ao lado direito das barras de rolagem e, graficamente, por meio de barras coloridas. Os desenhos dos dentes também são automaticamente atualizados, exibindo o E.M. selecionado. Pode-se também inferir E.M. clicando-se diretamente em cada uma das figuras dentárias. O conjunto dos estágios de mineralização de uma criança de 6 anos de idade seria: (5, 6 - 5, 5 - 4, 5 - 3, 4 - 3, 3 - 6, 6 - 3, 3 - 0, 0). A representação gráfica dos In.E.M. utiliza 16 barras horizontais, coloridas de acordo com o E.M.. Cada barra corresponde graficamente ao In.E.M. para cada dois dentes heterolaterais. São 16 grupos de dentes e nove E.M., perfazendo um total de 144 intervalos, cada um com seu máximo e seu mínimo, 288 números. Os E.M. iguais entre os diversos grupos de dentes possuem a mesma cor, que pode ser alterada pelo usuário. O E.M. "8" é representado de forma peculiar, pois o período de tempo posterior a esta E.M. também satisfaz os critérios periciais. Um indivíduo com 20, 30 ou 50 anos já apresentou "fechamento apical". É possível visualizar todos os 144 In.E.M. no modo G.V.Id.E.M. Representando os quadrantes dentários direitos como a variável "x" e, a ordem a partir da linha média, como variável "y", teremos como possibilidades os conjuntos abaixo descritos. x E {10, 40} y E {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8} A combinação (x, y) apresenta, naturalmente, 16 possibilidades diferentes. Os lados direito e esquerdo são considerados semelhantes para os cálculos, isto é, estariam sempre no mesmo E.M..
Tabela 2 - Campos da tabela de mineralização dos laudos
Para a análise conjunta dos diversos estágios de mineralização, foram programados três tabuladores aritméticos simples. O princípio básico é a interseção dos In.E.M. em que se encontram os grupos de dentes. A partir desta interseção, cada tabulador pode acrescentar de 0 a 50 meses de variação, de forma independente. O resultado destes cálculos é exibido graficamente por faixas verticais sob as faixas dos In.E.M.. O tabulador informa o número absoluto de meses que se acrescenta a cada margem do intervalo e a porcentagem relativa deste numero à média dos extremos da interseção. A diferença obtida pelo tabular pode ser negativa, indicando que a interseção é impossível, nos hiatos da tabela. Nestes casos o "status" do tabulador respectivo ficará avermelhado e com a inscrição "incompatível". 5.2.4 - Gráfico da Soma dos Estágios de Mineralização pela idade - G.S.E.M.Id. A soma algébrica do número dos diversos E.M. dos grupos dentários plotada em um gráfico, evidencia a velocidade das alterações nos estágios de mineralização, ao longo dos 250 meses, pela derivada da curva, ou graficamente, sua inclinação. O método inverso deste raciocínio constitui uma forma de estimativa da idade, pelo normograma construído a partir da tabela de NICODEMOS, MORAES e MÉDICE. Sabendo-se o valor da soma dos E.M. dos grupos dentes, basta procurar no gráfico a correspondência da idade. A partir do normograma poder-se-ia desenvolver um equação matemática que tentaria reproduzir o mais fielmente possível o que já temos: o próprio normograma. 5.2.5 - Gráfico da Variação da .Id. pelos E.M. - G.V.Id.E.M. Para cada idade em meses, prevê-se os E.M. de cada dente segundo N.M.M. e, a partir da interseção dos In.E.M., calcula-se de volta uma Id.Est., obtendo-se para cada idade pontual inferida, uma variação de idade. A amplitude desta variação é plotada mês a mês, o que se visualiza no Gráfico da Variação da Idade pela seqüência dos Estágios de Mineralização - G.V.Id.E.M.. 5.2.6 - Cálculo do E.M. a partir de Id.Inf. O SISCRO opera de forma que o usuário possa inferir uma idade inteira em meses, variando de 0 a 250, e obter os estágios de mineralização previstos. A definição de qual E.M. o SISCRO retorna, nas condições de superposições e hiatos, é baseada em critério aritmético simples. O limite entre os In.E.M. é a média entre o máximo do In.E.M. anterior e o mínimo do In.E.M. posterior. Como exemplo da estimativa dos E.M. a partir de uma Id.Inf. de 17 meses, teremos 6 grupos de dentes em situação de hiato. Neste caso, o tabulador com margem zero exibirá um mínimo de 18, um máximo de 15, uma diferença de "-3" e o status incompatível. 5.2.7 - Comparador entre a Tabela de N.M.M. e Equações Existem várias equações para estimativa da idade, como por exemplo, a que SALIBA propôs em 1994, considerando 11 E.M., e diferentes equações para 14 grupos de dentes, excluindo os terceiros molares. Permitindo uma maior flexibilização do SISCRO, a tabela de N.M.M. foi codificada em nove E.M., existindo um controle para que o usuário informe o número de E.M. previsto pelo estudo a ser comparado. Esta proporcionalização é fundamental, tendo em vista que o programa compõe a imagem iconográfica a partir de 9 E.M.. No formulário N.M.M. Comparado, o resultado da idade é pontual, fazendo-se necessário o acréscimo de um desvio, definido pelo usuário. Os conjuntos de coeficientes a serem utilizados pelo SISCRO são armazenados no banco de dados, sendo possível incluir novos outros. O nome atribuído ao conjunto de equações em utilização apresenta-se em vermelho e, ao seu lado direito, o número de E.M. inferido, que pode variar de 1 a 15, através de uma barra de rolagem. E.M.=1 parece um absurdo prático mas, teoricamente, é importante na conferência, das equações introduzidas e, inclusive, do próprio SISCRO. O desvio pode ser inferido através de uma barra de rolagem, de 0 a 12 meses inteiros. Como as equações podem prever mais ou menos de nove E.M., existe o controle pelo usuário do número de E.M., de forma a obter a correspondência entre o número de E.M. da equação utilizada e as disponíveis pelo SISCRO. Ou seja, no momento da aplicação da equação, E.M.=4, segundo N.M.M. corresponderá, nos cálculos, à E.M.=6,11 para as equações propostas por SALIBA. Tabela 3 - Fatores de conversão de E.M. pela quantidade de E.M.
A erupção dentária de cada dente foi considerada como 32 variáveis dicotômicas, do tipo sim ou não, independentes, perfazendo um total de 4.294.967.296 possibilidades, representadas numérica, gráfica e iconograficamente, e registradas no banco de dados. Para a utilização da dentição decídua, basta utilizar apenas 20 dentes. As definições utilizadas são exemplificadas na tabela a seguir, para o incisivo central superior direito, que, segundo a tabela de ERNESTINO, erupciona entre 72 a 120 meses. Tabela 4 - Definições para o estudo da erupção
In.E. = In.PréE. Ç In.PósE. 5.3.1 - Idade Eruptiva - Id.E. - e Ponto Eruptivo - P.E.A Idade Eruptiva - Id.E. - é a idade exata em anos ou meses, para a erupção de um determinado dente, por determinada tabela, com valores muito variáveis. A Id.E. situa-se, geralmente, dentro do In.E.. Entretanto, o SISCRO admite a extrapolação, situação onde um dente estaria erupcionado antes da Id.Min., ou não erupcionado após a Id.Max. O Ponto Eruptivo P.E. é a variável diretamente modificado pelo usuário, para alterar a Id.E.. P.E. corresponde ao percentual do In.E. decorrido, quando o dente erupciona. Considerando o P.E. igual a 50%, a Id.E. situar-se-á exatamente na média aritmética entre a Id.Min. e a Id.Max.. Caso o P.E. seja igual a 0%, a Id.E. será igual à Id.Min.. Caso seja igual a 100%, a Id.E. será igual à Id.Max. O SISCRO admite a entrada de valores negativos e maiores que 100%, situação em que os limites do In.E. são ultrapassados. Quando se infere uma idade no SISCRO, o programa retorna os estados eruptivos segundo os critérios anteriores. A determinação pontual da Id.E. de cada dente, segundo cada tabela, será definida pelo usuário através do P.E.. O Conjunto Domínio de P.E., pelo SISCRO, e as equações, relacionando o P.E. e Id.E. são mostrados a seguir. Conjunto-domínio - P.E. = {x Î Z/ -50 £ x £ 150}Id.E. = Id.Min. + (Id.Max. - Id.Min.) * P.E./100) Id.E. = Id.Min. + (In.E. * P.E./100) Id.E. = Id.Max. - (In.E. * P.E./100) A condição para que um dente seja considerado erupcionado, a partir de uma Id.E., é a definida pela inequação abaixo. Id.E. £ idade_inferidaEm um exemplo com Id.Inf.= 5 anos, definida graficamente como a linha vertical branca espessa, os dentes "11" e "21" não estariam erupcionados segundo a tabela de "ERNESTINO". Caso a Id.Inf. = 7 anos, os estados eruptivos dentários exibidos dependerão do P.E., que, se for igual a 50% do intervalo entre 6 e 10 anos, ou seja, Id.E. em 8 anos, os dentes não estariam erupcionados. Entretanto, definindo-se P.E. = 15%, os dentes estariam erupcionados. Para efeitos periciais deve-se considerar a variação máxima, com dois cálculos distintos: o primeiro com o P.E. = 0% e outro com P.E. = 100%, delimitando todo o In.E.. Tabela 5 - Intervalos de idade da seqüência cronológica de ERNESTINO
5.3.2 - Desvio - Dv. O SISCRO pode estabelecer, a critério do usuário, uma tolerância para os In.E., acrescentando um Desvio - Dv. - na Id.Max. e subtraindo um Dv. na Id.Min.. Inferindo-se um Dv. de 6 meses na Tabela de ERNESTINO, os intervalos para o dente 11 se alteram como na tabela abaixo. Id.Min. = Id.Min. - Dv. Id.Max. = Id.Max. + Dv. Tabela 6 - Relação entre In.E. e Dv.
Conjunto-domínio - Dv. = {x Î N / 0 £ x £ 36} Quando o P.E. é diferente de 50%, o Dv. altera a Id.E., o que é exemplificado na tabela abaixo.
Tabela 7 - Relação entre Dv. e P.E.
Em algumas situações, determinado dente não pode ser periciado e o mesmo deveria ser considerado erupcionado ou não, ou seja, desprezado nos cálculos. Clicando-se no botão azul correspondente a cada dente, pode-se torná-lo desprezado. Seu In.E. continuará sendo exibido, porém não participa dos cálculos. Pode-se excluir dentes dos cálculos também no G.V.E.E.Id., permitindo análises parciais, e conferência do sistema. Os dados referentes a cada laudo são armazenados em uma tabela com 134 campos diferentes. Estes campos guardam informações sobre cada um dos 32 dentes, seus estados eruptivos e In.E. calculados por cada uma das tabelas lidas nos seis canais, bem como os intervalos de interseção, união, média e Dv. padrão destas tabelas. A quantidade de laudos armazenada é teoricamente ilimitada. As imagens são armazenadas em outra tabela à parte, porém relacionada com a dos dados de erupção dos laudos. Representando o quadrante dentário como a variável x e, a ordem a partir da linha média, como variável y, teremos como possibilidades os conjuntos abaixo descritos. x Î {10, 20, 30, 40} y Î {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8} A combinação (x, y) apresenta, naturalmente, 32 possibilidades diferentes. Este raciocínio é importante para a comparação entre os quatro hemi-arcos. Para se agrupar os lados direito e esquerdo, basta que o programa diminua 10 no valor de x, caso ele valha 40 ou 20. Para separar os dentes inferiores, o SISCRO estabelece o critério de x ser maior que 28. Os campos disponíveis estão demonstrados no quadro a seguir. Tabela 8 - Campos da tabela de estados eruptivos dos laudos
O SISCRO armazena as tabelas de erupção dentária em um banco de dados que permite a inclusão de incontáveis novos registros, possibilitado sua atualização, adequação regional ou aplicação no ensino e pesquisa. A estrutura básica das tabelas define os campos e suas peculiaridades como tipo, formato, tamanho e outros. As definições dos campos para armazenamento dos dados das tabelas de erupção dentária são: id; Tabela; Descrição; População; <> 3m; M<>F; D<>E; 11min; 11max; 12min; 12max . . . ".
Tabela 9 - Campos para as tabela de erupção
Tabela 10 - Campos especiais das tabelas de erupção
O SISCRO opera com seis canais para tabelas eruptivas, permanentes ou decíduas, isoladas ou simultaneamente, permitindo a visualização simultânea de todos os valores de cada tabela lida em cada canal. Para a utilização de uma tabela para dentição decídua, despreza-se nos cálculos, os molares. 5.3.6 - Cálculo dos Estados Eruptivos pela Idade InferidaConhecendo-se a idade do indivíduo, pode-se prever seus E.E.. Para um determinado dente, segundo um In.E. definido por alguma tabela, poderemos prever que:
5.3.7 - Gráfico dos Intervalos Eruptivos A representação gráfica dos In.E. de cada dente são barras horizontais coloridas segundo a tabela seguinte.
Quadro 2 - Legenda de cores dos dentes para a representação gráfica dos In.E. 5.3.8 - Variação dos Estados Eruptivos pela idade - V.E.E.Id.Inferindo-se uma idade de 15 anos e um P.E. em 50%, de acordo com a tabela de ERNESTINO, todos dos dentes estariam erupcionados, exceto os terceiros molares. Porém, basta alterar o P.E. para 75%, que os caninos, segundos pré-molares, segundos e terceiros molares não estariam erupcionados. Portanto, para Id.E. = 13 anos, do ponto de vista eruptivo, segundo ERNESTINO, apenas os dentes incisivos e primeiros molares estariam certamente erupcionados, assim como somente os terceiros molares estariam certamente não erupcionados. Em outras palavras, para a idade de 13 anos, temos 16 dentes com a variável erupção definida, e outros 16 como variável indefinida. Os cálculos são realizados sem considerar eventual correlação entre dentes, como por exemplo, a tendência de todos apresentarem conjuntamente precocidade, normalidade ou retardo eruptivo. 5.3.9 - Gráfico da variação dos Estados Eruptivos pela Idade -G.V.E.E.Id.Este índice de variação de erupção depende da idade, podendo-se construir um gráfico para cada tabela eruptiva, inclusive para as acrescentadas ao banco de dados. As tabelas eruptivas podem ter G.V.E.E.Id. comparados entre si. Pode-se comparar da mais variadas formas gráficas, dependendo de quantas tabelas se dispuser no banco de dados. As oito últimas tabelas e respectivas cores utilizadas estarão presentes como legenda. Quando alguma tabela que não apresente valores válidos para os terceiros molares é carregada, automaticamente estes dentes se tornam desativados do SISCRO. A plotagem do gráfico pode ser ajustada verticalmente em sua origem Y0 e na porcentagem em relação à área disponível Y%, de forma a permitir várias combinações como quatro gráficos simultâneos de 25% de amplitude vertical, dois de 25% e um de 50%, um de 75% e outro de 25%, dois de igual amplitude, ou apenas um, ocupando toda a área de plotagem. O controle horizontal é realizado na origem da marcação do gráfico X0, que varia em unidade de 0 a 12 meses e serve para plotagens intercaladas. A freqüência na idade para a marcação dos pontos pode ser estipulada em meses inteiros de 1 a 12, serve para uma construção menos densa, mais rápida ou intercalada, variando-se a origem X0. A plotagem em si pode ser realizada, utilizando-se pontos, barras verticais ou círculos de diâmetros definidos pelo usuário. As cores de cada plotagem também podem ser escolhidas pelo usuário, através da combinação de três cores básicas aditivas: vermelho, verde e ciano. Este recurso de cor, conhecido como "RGB", permite individualizar graficamente cada tabela ou grupos de dentes. A comparação entre as diversas tabelas pode ser realizada de forma numérica e gráfica, utilizando-se o comparador, uma segunda tabela em uma base de dados, diferente das tabelas de trabalho. Pode-se copiar qualquer tabela de trabalho para o comparador, ou introduzir novas tabelas, através do banco de dados. A representação iconográfica da variação dos estados eruptivos para a idade de 13 anos, segundo "ERNESTINO", considerando apenas a seqüência pré-determinada é de quatro figuras. Caso a seqüência não seja rígida, na situação real, teríamos 65.536 possibilidades. O cálculo da Id.Est. por determinada tabela é a resultante da união entre os In.PréE./In.PósE. para cada um dos dentes utilizados.
x Î {10, 20, 30, 40}; y Î {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}Max(x, y) = Id.Max. do dente (x, y) Min(x, y) = Id.Min. do dente (x, y) Dente (x, y) = 1: dente (x, y) considerado nos cálculos Dente (x, y) = 0: dente (x, y) não considerado nos cálculos Min = menor elemento do conjunto {Min11, Min12 Min48} Max = maior elemento do conjunto {Max11, Max12 Max48}
Dentre os mínimos eruptivos individuais dos dentes considerados, escolhe-se o menor. Dentre os máximos eruptivos individuais dos dentes considerados, escolhe-se o maior. Este mesmo raciocínio será utilizado para o cálculo da união entre as uniões das diversas tabelas eruptivas. O SISCRO considera ou não algum dente como participante nos cálculos pela condição de valor de "dente(x,y)". Caso seja igual a 1, o dente(x,y) participa nos cálculos, caso contrário, é desconsiderado. O SISCRO define o valor máximo como o limite inferior da idade: 0 meses, comparando-o com todos os outros máximos, escolhendo o maior deles. O SISCRO define o valor mínimo como o limite máximo da idade: 360 meses, comparando-o com todos os outros mínimos, escolhendo o menor deles. Apesar de o cálculo da união dos In.E. representar o raciocínio básico odontológico legal, o SISCRO calcula também suas interseções, para fins comparativos. Matematicamente, o mínimo corresponde ao maior dos mínimos e o máximo, ao menor dos máximos. O SISCRO define o valor máximo como o limite superior da idade: 360 meses, comparando-o com todos os outros máximos, escolhendo o menor deles. O SISCRO define o valor mínimo como o limite inferior da idade: 0 meses, comparando-o com todos os outros mínimos, escolhendo o maior deles. O cálculo do desvio-padrão entre os mínimos e máximos dos canais deve levar em conta quantos e quais canais estão ligados, desprezando nos cálculos aqueles desligados.
O SISCRO realiza automaticamente, para cada conjunto de estados eruptivos, as estimativas da idade, segundo a tabela de ARBENZ por ponto, com 80% e 95% de confiança. As estimativas com 80% e 95% de confiança, quando ativas, participam dos cálculos de média, interseção, união e desvio, realizados para as tabelas lidas nos canais ativos. Para a ativação ou desativação seletiva da tabela de ARBENZ, clica-se sobre os botões 80%, 95% ou ARB. 5.3.11 - Questões lógicas Com os registros informatizados, as consultas ao banco de dados podem responder a qualquer tipo de pergunta lógica, como será exemplificado em três níveis de complexidade, a partir de um universo hipotético de 300 registros, com idades crescentes de 1 a 300 meses, e seus respectivos E.E., segundo a tabela de ERNESTINO. Questão I - Com os registros informatizados, as consultas ao banco de dados podem responder a qualquer tipo de pergunta lógica, como será exemplificado em três níveis de complexidade, a partir de um universo hipotético de 300 registros, com idades crescentes de 1 a 300 meses, e seus respectivos E.E., segundo a tabela de ERNESTINO. Questão I - Com os registros informatizados, as consultas ao banco de dados podem responder a qualquer tipo de pergunta lógica, como será exemplificado em três níveis de complexidade, a partir de um universo hipotético de 300 registros, com idades crescentes de 1 a 300 meses, e seus respectivos E.E., segundo a tabela de ERNESTINO. Questão I - Com os registros informatizados, as consultas ao banco de dados podem responder a qualquer tipo de pergunta lógica, como será exemplificado em três níveis de complexidade, a partir de um universo hipotético de 300 registros, com idades crescentes de 1 a 300 meses, e seus respectivos E.E., segundo a tabela de ERNESTINO. Questão I - Quais seriam as possíveis combinações de E.E. entre os dentes da hemi-arcada superior direita e suas ocorrências?
Questão II - Qual seria a probabilidade de erupção do dente 11, inferindo-se o dente 36 como erupcionado?
Questão III - Qual seria a probabilidade de erupção do dente 24, inferindo-se o dente 36 e o dente 12 como erupcionados e o dente 33 como não?
A equação proposta por GUSTAFSON é do primeiro grau, linear, relacionando a idade à soma aritmética de seis variáveis. Idade = 11,43 + (4,56 * å variáveis) As variáveis participam com o mesmo peso na equação, pois a mesma utiliza apenas o montante. Cada variável pode assumir os valores: "0", "1", "2" e "3", ou seja, o conjunto domínio da função para cada variável Conjunto-Domínio = {xÎ N / 0 £ x £ 3} Conjunto-Domínio do Somatório = { x Î N / 0 £ x £ 18}As seis variáveis que compõem a equação de GUSTAFSON são definidas abaixo.
Quadro 3 - Variáveis de GUSTAFSON O SISCRO plota os resultados da equação de GUSTAFSON cartesianamente, gerando o um gráfico linear, a partir das seis variáveis definidas pelo usuário, utilizando-se barras de rolagem. O conjunto imagem da função é uma progressão aritmética, com início em "11,43", razão ="4,56" e 19 elementos, apesar das 4096 possibilidades de combinação. Isto se deve à eqüipotência das variáveis. Logicamente, estes valores pontuais para idade necessitam de uma interpretação racional. O SISCRO transforma este ponto numa faixa de variação, pela introdução de um desvio - Dv. -.que é inferido pelo usuário, através de uma barra de rolagem, variando de 0 a 10 anos, em frações centesimais. A visualização gráfica do Dv. demonstra o que uma análise detalhada da equação proporciona: Para que tenhamos como imagem da equação de GUSTAFSON todas as idades, ainda que compreendidas entre seus limites, necessitamos de um Dv. igual ou superior à metade do coeficiente angular. Este Dv. mínimo, matematicamente, seria igual a 2,28 anos. Entretanto, mais importante é o entendimento de que o arbitramento dos critérios pode gerar erros com unidade mínima em 4,56. Caso o examinador se equivoque em dois critérios, para mais ou menos, o resultado será 9,12 anos diverso. Caso considere todos os critérios um grau acima, o resultado será desastrosamente 27,56 anos diferente. Utilizando-se imagens, originais desta dissertação, com fundos transparentes, arquivo em formato GIF (*.gif), o SISCRO compõe uma imagem única, dependente das seis variáveis. O poder de comunicação das imagens consegue demonstrar que não se encontra um desgaste intenso, sem ao menos uma formação de dentina secundária, pois se isto ocorresse, a polpa seria exposta. 5.4.2 - Área da Câmara A formação de dentina secundária é um fenômeno fisiológico contínuo, que se traduz pela diminuição do volume pulpar ao longo da vida. A mensuração tridimensional pulpar é tarefa trabalhosa e dependente de equipamentos especializados, sendo a planimetria o método mais empregado. A área da câmara pulpar e a área dentinária ou externa relacionam-se com a idade, sendo possível utilizar estes parâmetros na estimativa da idade, em conjunto com todos os outros disponíveis. Analisa-se apenas planos de corte dentário. Este método só pode ser empregado nos cadáveres, putrefeitos e ossadas. A hipótese de um vivo extrair um dente na época da necessidade da estimativa da idade, é remota. Entretanto, esta necessidade entre vivos desencadeou pesquisas e resultados na avaliação radiográfica deste critério. Na utilização de valores objetivos, as opções devem exceder as possibilidades ofertadas pelo instrumento de medida. A inexigibilidade de variável contínua no real sentido deve-se às limitações dos aparelhos de medição. Em GUSTAFSON, a formação de dentina secundária é variável discreta, soma-se a outras cinco, também discretas, para então o somatório ser utilizado na equação. Os coeficientes angulares e lineares são definidos pelo usuário, possibilitando o estudo e comparação de diferentes estudos, baseados em populações distintas. O banco de dados "Área da Câmara" armazena as variáveis especificadas no quadro a seguir.
Quadro 4 - Campos da tabela dos laudos pela área da câmara O laudo a ser analisado, ou alterado pode ser escolhido a partir de uma lista vinculada ao banco de dados. Esta lista de opções aparece quando se clica sobre o número do laudo atual. Percorrendo-se a lista, visualiza-se os gráficos dos respectivos laudos. Pode-se construir o gráfico de vários registros de forma simultânea, percorrendo-se a lista, tendo-se o comando "autoplotar" ativado. A área da câmara pulpar e área externa são os únicos dados a serem introduzidos, além dos coeficientes. Os domínios definidos pelo SISCRO são mostrados no quadro abaixo.
Quadro 5 - Domínios das variáveis para área da câmara
Estas variáveis podem ser inferidas pelo usuário, através de barras de rolagem. A rotina de cálculo é realizada automaticamente, após a alteração de qualquer variável, sendo dispensável o "botão" de comando para calcular. Isto permite que, enquanto a barra de rolagem está sendo deslizada, os resultados sejam atualizados, assim como o gráfico. Os coeficientes lineares e angulares aplicados pelo programa podem ser definidos pelo usuário, através de seis barras de rolagem. Os coeficientes angulares podem variar de 0 a 10, em frações milesimais, enquanto, que os coeficientes lineares podem variar de 0 a 100, em frações centesimais. O SISCRO inicia com os coeficientes propostos por CAMARGO, 1994. Coeficientes lineares = C.Lin. Coeficientes angulares = C.Ang. Área percentual = (Área da câmara/Área externa)*100 Idade = C.Lin. + ( C.Ang. * Área) Idade(área da câmara) = C.Lin. + ( C.Ang. * Área da câmara) Idade(área externa) = C.Lin. + ( C.Ang. * Área externa) Idade(área percentual) = C.Lin. + ( C.Ang. * Área percentual) As cores das plotagens, assim como o diâmetro da circunferência utilizada pelo gráfico, podem ser alterados pelo usuário. Estas informações ficam armazenadas, juntamente com os registros de cada um dos laudos, permitindo que os mesmos, em séries distintas, possam ser comparados graficamente. Cada variável de cor do sistema RGB admite 256 opções, sendo três: 16.777.216 no total. Ativando-se o comando "autoplotar", e variando-se a área da câmara e a externa, constrói-se as retas das funções. Percorrendo-se a lista de laudos, seus resultados gráficos se sobrepõem. O resultado básico do SISCRO são suas possibilidades de aplicação, sobrepondo-se a algum exemplo de sua utilização, pois são, teórica e praticamente, infinitos. O ponto fundamental foi a tradução, em termos matemáticos, e posteriormente em linguagem de programação, dos princípios básicos periciais, onde a exceção pode ter tanto ou mais valor que a regra. O exemplo mais clássico, para entendimento do SISCRO, é a utilização simultânea de até seis tabelas eruptivas diferentes, tendo como resultado final, a união das mesmas, considerando todas as possibilidades. Inferindo-se uma idade, o SISCRO retorna todas as possibilidades eruptivas, acordando com a tabela eruptiva em análise. Este é o raciocínio pericial. Muitas vezes, peritos consideram que exista a "determinação" dos estados eruptivos, sendo que na realidade, consegue-se a "estimativa" dos diversos estados eruptivos possíveis, para aquela determinada idade, segundo determinado autor. Os livros fornecem tabelas, relacionando idade com os estados eruptivos, enquanto o SISCRO fornece possibilidades eruptivas. Os resultados obtidos apresentam aplicação imediata em perícias, possibilitando uma análise global e rápida das características dentárias. A possibilidade de visualização gráfica dos valores numéricos e cálculos torna o SISCRO um valoroso instrumento didático, transmitindo o princípio do raciocínio odontológico legal. O acoplamento do SISCRO ao banco de dados, que permite a inclusão de novas tabelas e equações, possibilita a aplicação em pesquisa, comparando parâmetros existentes atual e futuramente, além de possibilitar a comparação entre séries de registros de laudos. 7 - Conclusão Os resultados, principalmente comparativos, suplantaram as expectativas iniciais, consistindo o SISCRO em uma poderosa ferramenta, com possibilidades ilimitadas. A estimativa da idade pela mineralização dentária encontra maiores subsídios na fase em que a curva do G.S.E.M.Id. encontra-se mais verticalizada ou quando o G.V.Id.E.M. apresenta os menores valores absolutos, sem levar em conta a evolução da curva. Observa-se uma diminuição significativa da inclinação do G.S.E.M.Id. , a partir de 11 anos de idade. Graficamente se observa que entre 6 e 7 anos, a diferença na soma do número dos E.M. é bem superior à encontrada entre 11 e 12, ou seja, a probabilidade de uma estimativa de idade neste E.M. é bem mais precisa. São mais eventos acontecendo por unidade de tempo. Os valores negativos encontrados no G.V.Id.E.M. correspondem a hiatos na tabela de N.M.M., idades não previstas, mais uma justificativa destinada a dar elasticidade à interpretação dos dados, proporcionando uma flexibilização, através da utilização dos tabuladores. Existem hiatos entre os In.E.M., como na idade de 3,5 anos para os dentes 14 e 24. O G.V.Id.E.M. nada mais é que a plotagem do valor da diferença obtida com um tabulador, com margem definida em "0". Quando o valor é negativo, existe pelo menos um hiato para algum grupo de dentes nesta idade, o que pode ser visualizado no gráfico dos hiatos. O In.E.M.=0 engloba, em todos os grupos de dentes, o In.E.M.=1, pois no raciocínio médico legal, o Id.E.M=0 se estende até o extremo do In.E.M.=1. O início da mineralização poderia ocorrer tardiamente. O G.V.Id.E.M., construído utilizando-se as equações de SALIBA pela seqüência dos E.M. segundo N.M.M. demonstra a quase inexistência de interseções. O assincronismo com a tabela de N.M.M. é bastante evidente. A ilustração a ser utilizada na cronologia de erupção dentária deve seguir o proposto por este trabalho, variando o P.E. dentro do definido pelo usuário, ou seja: para a idade de 8 anos, teríamos duas ilustrações, uma para a mínima erupção e outra para a máxima. O acoplamento do sistema ao banco de dados tornou o sistema utilizável como ferramenta auxiliar em pesquisas estatísticas e conseqüente desenvolvimento do próprio sistema. Em diversas situações a idade calculada é um resultado impossível, reflexo da incongruência das informações dentárias com a tabela ou equação utilizadas. O SISCRO, finalmente, não coloca a estimativa da idade pelos dentes em pedestal intocável, muito pelo contrário, demonstra suas incongruências e a necessidade da utilização de raciocínio na interpretação dos resultados obtidos pelo computador. 1 - ABRAMOWICZ, M. Contribuição para o estudo da cronologia da erupção dos dentes permanentes, em judeus do grupo étnico Ashkenazim, de níveis sócio-econômico elevados. Sua aplicação na estimativa da idade. Rev Fac Odont São Paulo, São Paulo, v.2, n.1, p.91-146, jan../jun. 1964. 2 - ADLER, P. Effect of some environemental factors on sequence of permanent tooth eruption. J Dent Res, Washington, v.42, n.2, p.605-615, Mar./Apr. 1963. 3 - ADORNI, B.M. Variations in the chronology and the order of eruption iof the permanente teeth. Orthod Fr, Paris, v.36, p.429-442, 1965. 4 - AGUIRRE, A.L., ROSA, J.E. Fatores que interferem na cronologia e seqüência da erupção dental decídua. Rev Catar Odont, v.7, n.2, p.13-18, jul./dez. 1980. 5 - AMMON, I.O.N. Contribuição ao estudo da cronologia e seqüência eruptivas dos dentes permanentes em escolares de Florianópolis, Santa Catarina. Florianópolis, 1975. Dissertação (Mestrado). 6 - ANDERSON, D.L. et al. Interrelationships of denal maturity, skeletal maturity, height and weight from age 4 to 14 years. Growth, Lakeland, v.39, p.453-462, 1975. 7 - ARBENZ, G.O. Medicina legal e antropologia forense. São Paulo: Atheneu, 1988. 562p. AZEVEDO, M.C.Lin. Estimativa da idade dentária em alunos de escolas públicas de nível sócio-econômico baixo da cidade de Teresina-Piauí. Florianópolis, 1986. Dissertação (Mestrado). 8 - BAILIT, H.L. et al. The relationship among several prenatal factors and variation in the permanent dentition in Japanese children. Growth, Lakeland, v.32, p.331-345, Dec. 1968. 9 - BOAS, F. The eruption of dedicuos teeth among hebrew infants. J Dent Res, Washington, v.7, p.245-252, 1927. 10 - BRAUER, J.C., BAHADOR, M.A. Variations in calcification and eruption of dedicuos and permanent teeth. J Am Dent Ass, Chicago, v.29, p.1373, 1942. 11 - BURSTONE, J.C. Process of maturation and growth predition. Am J Orthod, Saint Louis, v.49, n.12. CAMARGO, J.R. Estimativa da idade, após 15 anos, utilizando-se das medidas da câmara pulpar e do canal radicular de dentes humanos, através de radiografias padronizadas. 1994 Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade de Campinas. 12 - CHELOTTI, A. Contribuição ao estudo da cronologia e graus de erupção dos primeiros molares permanentes em crianças brasileiras portadoras de integridade morfo-espacial dos dentes decíduos. São Paulo, 1980. Tese (Livre-Docência). 13 - DARUGE, E. Estimativa da idade pelo crescimento do esplancnocrâneo, por meio de radiografias cefalométricas. 1965. Tese (Livre-Docência) - Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas. 14 - DEMIRJIAN, A., GOLDSTEIN, H., TANNER, J.M. A new system of dental assessment. Hum Biol, Detroit, v.45, p.211-227, 1973. GARN, S.M. et al. Genetic nutritional and maturational correlates of dental developement. J Dent Res, Washington, v.44, n.1, p.228-241, Jan./Feb. 1965. 15 - GALVÃO, M.F. et al. Sistema computadorizado para identificação humana por caracteres antropológicos. Brasília Médica, v.36(suplemento 1), p.30, Ago. 1999. 16 - GALVÃO, M.F. et al. Banco de dados informatizado em pesquisa científica em espirometria. Brasília Médica, v.34(suplemento 1), p.49, Ago. 1997. 17 - GALVÃO, M.F. et al. Sistema computadorizado de diagnóstico da idade cronológica humana. Brasília Médica, v.34(suplemento), p.49, Ago. 1997. 18 - GALVÃO, M.F. et al. Prontuário odontológico computadorizado voltado para a odontologia legal atual. Anais do IV Cong. Bras. de Odontologia Legal, Salvador - Ba. 1998. 19 - GALVÃO, M.F. e al. Sistema computadorizado de apoio à estimativa odontológica da idade humana com finalidade médico-legal. Anais do IV Cong. Bras. de Odontologia Legal, Salvador - Ba. 1998. 20 - MEDICI FILHO, E. Cronologia da mineralização dos caninos, pré-molares e segundos molares permanentes, pelo método radiográfico. 1973. 69p. Tese (Doutorado) Faculdade de Odontologia de São José dos Campos, Universidade Estadual Paulista. 21 - MORAES, L.C. Estudo comparativo da fidelidade de alguns indicadores de desenvolvimento na estimativa da idade. 1990. 95p. Tese (Livre-Docência) Faculdade de Odontologia de São José dos Campos, Universidade Estadual Paulista.22 - NICODEMO, R.A. Contribuição para o estudo da cronologia da mineralização dos terceiros molares, pelo método radiográfico, em leucodermas, brasileiros, residentes no Vale do Paraíba, Estado de São Paulo. 1967. Tese (Doutorado) Faculdade de Odontologia de São José dos Campos, Universidade Estadual Paulista. 23 - NICODEMO, R.A. et al. Tabela cronológica da mineralização dos dentes permanentes, entre brasileiros. Rev Fac Odont S J Campos, São José dos Campos, v.33, p.55-56, 1974. 24 - NOLLA, C.M. The developement of de permanent teeth. J Dent Child, Chicago, v.27, n.4, p.254-266, 1960. 25 - SALIBA, C.A. Estimativa da idade pela mineralização dos dentes através de radiografias panorâmicas. 1994. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas. 26 - SOUZA FREITAS, J.A. Estudo antropométrico dentário e ósseo de brasileiros de 3 a 18 anos de idade, da região de Bauru. 1975. Tese (Livre-Docência) - Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo. 27 - TOLEDO, O. A. Aspectos da cronologia da erupção dos dentes permanentes em escolares primários, brasileiros, brancos, da cidade de Araçatuba. Considerações sobre o efeito da urbanização nas alterações da cronologia eruptiva. 1963. 90p. Tese (Livre-Docência) - Faculdade de Farmácia e Odontologia de Araçatuba, Universidade Estadual Paulista. TOLEDO, O. A. Odontopediatria. Fundamentos para a prática clínica. Buenos Aires: Panamericana, 1986. O SISCRO encontra-se disponível no CD-ROM anexo, na forma de um aplicativo instalável. Os requisitos mínimos do sistema são expostos a seguir:
Para a efetiva instalação, siga os passos descritos a seguir:
Não existem garantias explícitas ou implícitas. O CD-ROM foi verificado com a última versão do "Norton Anti-Vírus" "Symantec", disponível em 15out99, entretanto, não oferecemos garantias quanto a virus. O autor não se compromete a oferecer suporte ao produto, a continuar seu desenvolvimento ou a manter compatibilidade com eventuais novas versões. Todo usuário do SISCRO deve, compulsoriamente, cadastrar-se pelo email [malthus@malthus.com.br], informando nome, instituição, cidade, Estado, formação e eventuais sugestões. A utilização do SISCRO é restrita ao ensino e pesquisa, somente no âmbito de Instituições Públicas: Universidades, Faculdades ou Institutos de Medicina Legal e, desde que sem fins comerciais, direta ou indiretamente, e somente até o dia 20/10/2002. Toda Instituição, educacional ou não, com fins lucrativos ou não, que não seja mantida diretamente pelos cofres públicos, deve solicitar o registro do SISCRO, sendo que poderá, a critério do autor e orientador, ser cobrada uma taxa. Após o dia 20/10/2002, o registro será obrigatório a todos, e poderá, a critério do autor e orientador, ser cobrada uma taxa. O conteúdo do CD-ROOM está disponível para download - (6,0Mb) - www.malthus.com.br As ilustrações relacionadas no índice de figuras são reproduções da tela do programa Direitos Reservados - Malthus 1999®
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