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UTILIZAÇÃO DA IMUNO-HISTOQUÍMICA NO DIAGNÓSTICO PÓS-MORTE DE HIPOXIA MIOCÁRDICA EM TECIDO HUMANO SEM ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS VISANDO O ESCLARECIMENTO DA MORTE SÚBITA *Ribeiro-Silva, Alfredo; Martin, Carmen Cinira Santos A morte súbita é importante em Medicina Legal porque requer investigação em relação a sua etiologia. Uma das principais causas de morte súbita natural é o infarto agudo do miocárdio, mas esse diagnóstico só é obtido microscopicamente pela coloração hematoxilina-eosina quando a morte ocorre entre 6 a 12 horas após o evento isquêmico inicial. A partir da década de 60 surgiram técnicas visando permitir um diagnóstico mais precoce, mas o problema permanece, pois mostraram-se ineficientes. No presente estudo, utilizamos o método imuno-histoquímico em material humano exibindo infarto agudo do miocárdio para caracterizar o padrão de marcação na área necrosada, na zona peri-infarto e no miocárdio normal, utilizando os marcadores actina muscular, mioglobina e troponina T. Para isso, selecionamos 19 fragmentos de miocárdio humano parafinado, onde pudemos distinguir essas 3 áreas. Verificamos ausência de marcação na área necrosada e zona peri-infarto com marcação intermediária entre o infarto e o tecido normal. Como nessa área os miócitos estão submetidos a hipoxia severa, mas não apresentam alterações morfológicas, concluímos que a imuno-histoquímica pode ser empregada no diagnóstico pós-morte de hipoxia miocárdica, sinalizando sua possível utilização no esclarecimento do diagnóstico pós-morte de infarto agudo precoce do miocárdio, quando alterações morfológicas ainda não são evidentes. |
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