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DIMINUIÇÃO DA PRESSÃO
INTRA-OCULAR NO PERÍODO POST-MORTEM. ESTUDO EXPERIMENTAL EM CÃES
ROMEIRO, Vitor Ribeiro
(conclusões preliminares de pesquisa para obtenção do Título de Mestre em Ciências
da Saúde da UNIPA)
O sinais oculares presentes na cronotanatognose há
muito já são estudados. CANGER RODRIGUES chegou a propor o volume infundido no
olho através de pipeta como parâmetro para a determinação da hora de morte.
Considerando-se a amplitude da variação da
pressão intra-ocular no indivíduo normal, assim como outros fatores como a
rigidez escleral, este método torna-se pouco confiável ao não se conhecer a
pressão intra-vitam.
Foi feito então um trabalho experimental
utilizando-se cães, que depois de anestesiados com drogas com pouca interferência
sobre a pressão intra-ocular, tiveram a pressão intra-ocular avaliada por
manometria direta da câmara anterior. Foram conectados a monitor cardíaco, e
todo o experimento documentado em vídeo. Estando pronto o mecanismo de
registro, foram submetidos a eutanásia com injeção de cloreto de potássio a
10%.
O registro prosseguiu pelo período de 240
minutos após o traçado isoelétrico no ECG.
Conclui-se que a pressão intra-ocular diminui de
maneira extremamente rápida nos primeiros 45’, atingindo a estabilidade em
uma hora. Tudo isto é considerado de maneira estatisticamente significante.
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